terça-feira, 5 de agosto de 2008

Promise yourself to be so strong that nothing can disturb your peace of mind.
Look at the sunny side of everything and make optimism come true.
Think only of the best, work only for the best, and expect only the best.
Forgive and forget the mistakes of the past
and press on to the greater achivements of the future.
Give so much time to the improvement of yourself that you have no time to criticize other.
Live in the faith that the whole world is on your side so long as you are true to the best in you!


Christian D. Larson

segunda-feira, 21 de julho de 2008

SER COMO O RIO QUE FLUI - Paulo Coelho


São cada vez mais os livros de auto ajuda publicados.
Tentam ensinar o melhor método para se obter um sem número de coisas que pensamos precisar para encontrar a felicidade.
Confesso que sou leitora assídua de vários autores desse tipo de literatura, não sendo fanática, acho que alguns nos ajudam a mergulhar dentro de nós, a meditar na nossa vida, a descobrir a nossa essência, em quem verdadeiramente somos, como nos apresentamos aos outros e como reagimos perante a vida.
Já aqui confessei a minha paixão pelos livros de Paulo Coelho, apesar de ele não se enquadrar propriamente como autor de livros de auto ajuda, a mim ajudou-me imenso e resolvi recomendar-vos este pois está cheio de pequenos e saborosos contos, ideias e opiniões do autor que pedem para ser lidos com calma, saboreados, meditados, sentidos, um de cada vez, acompanhados pelo barulho das ondas, das árvores ou de uma música suave.
Na minha humilde opinião, ler e meditar num lugar confortável ao som da natureza ou de uma música suave é um momento sagrado que todos devíamos praticar assiduamente.
Podemos começar por meditar no título do livro: o que significa ser como um rio e fluir pela vida? (há mais de um ano que ando a meditar nisto, e no que li e já reli do livro)
Um dos contos chama-se “Gengis Kahn e o seu falcão” e é das coisas mais bonitas que li sobre a amizade “- Mesmo quando um amigo faz algo de que tu não gostas, ele continua a ser teu amigo.” Fiquei, e ainda fico perplexa com a quantidade de pensamentos e considerações que esta frase me provoca.
Não resisto a transcrever aqui um pequeno conto, para aqueles que não vão ler o livro, pelo menos tenho a esperança que leiam este conto e que meditem no assunto:


“Olhando para o jardim alheio”
«“Dai ao tolo mil inteligências, e ele não quererá senão a tua”, diz o provérbio árabe. Começamos a plantar o jardim da nossa casa e – quando olhamos para o lado – reparamos que o vizinho está ali, a espreitar. Ele é incapaz de fazer alguma coisa, mas gosta de dar palpites sobre como semeamos as nossas acções, plantamos os nossos pensamentos, regamos as nossas conquistas.
Se prestarmos atenção ao que ele está a dizer, acabaremos a trabalhar para ele, e o jardim da nossa vida será ideia do vizinho. Acabaremos por esquecer a terra cultivada com tanto suor, fertilizada por tantas bênçãos. Esqueceremos que cada centímetro de terra tem os seus mistérios, que só a mão paciente do jardineiro é capaz de decifrar. Já não prestaremos atenção ao sol, à chuva e às estações – para ficarmos apenas concentrados naquela cabeça que nos espreita por cima da cerca.
O tolo que adora dar palpites sobre o nosso jardim nunca cuida das suas plantas.»



E que tal se todos nos esforçássemos por fazer um bonito jardim da nossa vida sem nos preocuparmos com o que o vizinho faz no jardim dele?


Continuação de boas férias…

Toda a Mafalda - Quino




















Férias, praia, campo, passear…
Durante as férias temos uma óptima oportunidade para pôr a leitura em dia.
Não custa nada levar um livrinho connosco e, naqueles momentos de “dolce fare niente” aproveitar para desfolhar umas páginas e viajar pelo mundo sem sair do lugar.
Se não tiveram tempo, de ler alguns dos livros que foram aqui sugeridos, não deixem escapar estes dias de férias e entre um mergulho e um passeio de certeza que se vão render ás aventuras propostas.

Este mês recomendo um livro diferente mas que considero obrigatório.
De fácil leitura, de certeza que vai proporcionar momentos de boa disposição.
Pode ser lido página a página mas aposto que quando começarem vai ser de uma assentada.
Duvido que nunca tenham ouvido falar da pequena Mafalda, nascida pela mão do argentino Quino na década de 60 do século passado que, apesar de ter quase 50 anos, continua jovem e perspicaz nas observações e críticas que faz da sociedade.
Cada vez que se lê ou relê uma das suas tiras, somos surpreendidos pela actualidade dos seus comentários e principalmente pela forma simples e inocente com que os faz.

Se nunca leram a Mafalda de certeza que se vão apaixonar perdidamente por esta pequena contestatária e pelos seus amiguinhos.
Como se costuma dizer “uma imagem vale mais do que mil palavras” e, se este não é bem o caso, pois aliadas ás imagens temos palavras, o traço de Quino continua actual e preciso, encaixando em todas as épocas e sociedades.
Boas férias…

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Fernando Pessoa 120 Anos (1888 - 2008)

"Posso ter defeitos,
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas,
não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e periodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um Oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.
Pedras no caminho?

Guardo todas,
um dia vou construir um castelo..."


Fernando Pessoa

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Deepak Chopra feat. Demi Moore - Desire

Banida - Jasvinder Sanghera


Muitas podem ser as razões que nos levam a comprar um livro: alguém nos aconselhou; lemos ou ouvimos falar dele; procuramos um livro de determinado assunto; temos de o comprar devido aos estudos; etc. etc. etc.
Eu comprei este pelas cores da capa. A primeira atracção foi pelas cores, só depois procurei o assunto.
Pelo título percebi tratar-se de um assunto que me interessa, a discriminação, em pleno século XXI, da mulher.
Como é possível que se continue a discriminar um ser humano pelo simples facto de ser mulher?!
Não interessa que tipo de pessoa é, o que faz ou o que sente, é simplesmente mulher e por isso é discriminada.
Como é possível que seres humanos discriminem outros seres humanos sem se lembrarem que, (sem contar com milhares de outras razões igualmente pertinentes), vieram ao mundo porque esses seres humanos que discriminam os geraram e os amaram incondicionalmente mesmo antes de saberem que género de ser humano ia nascer e em que tipo de ser humano se iria tornar.
A autora deste livro conta-nos como foi banida da sua família pelo simples facto de não aceitar o casamento que lhe arranjaram pois queria muito estudar e realizar coisas que estavam banidas ás mulheres da sua etnia.
Jaasvinder nasceu em Inglaterra, filha de pais indianos. Vivia feliz, tentando conciliar os hábitos e costumes da cultura indiana com os hábitos e costumes dos seus amigos e vizinhos ingleses.
Por volta dos 14 anos a Mãe mostra-lhe uma fotografia de um homem mais velho e anuncia que em breve ela partirá para a Alemanha para se casar com um Indiano mais velho.
Jaasvinder vê-se obrigada a fugir, a esconder-se e a trabalhar. Foi banida pela família e pela comunidade. Os pais deixaram de lhe falar e as irmãs nem um olhar com ela trocavam. Nem o suicídio de uma das irmãs, que era constantemente maltratada pelo marido e que por diversas vezes pediu ajuda aos pais, os fez perdoarem-lhe a ousadia que ela teve de escolher o que pensava ser melhor para ela.
Jaasvinder apercebe-se que as mulheres da sua comunidade são muito maltratadas e que não conseguem pedir ajuda pois a maior parte não fala nem entende a língua inglesa.
Estudou ao mesmo tempo que trabalhava, casou duas vezes, teve três filhos e conseguiu licenciar-se aos 29 anos. Fundou o “Karma Nirvana”, uma fundação que, além de um abrigo para mulheres asiáticas, também ajuda na divulgação dos direitos das mulheres, vítimas de casamentos forçados, violência doméstica e crimes de honra.
Jaasvinder Sanghera foi agraciada com vários prémios de índole social e humanitária pela sua luta pelos direitos humanos das mulheres asiáticas em Inglaterra.