segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

A feiticeira de Florença - Salman Rushdie



Salman Rushdie nasceu em Bombaim a 19 de Junho de 1947.
Estudou em Inglaterra onde se formou com louvor na Universidade de Cambridge e estreou-se na Literatura em 1975 com o romance “Grimus”.
Em 1989 o livro “Versículos Satânicos” lançou-o para a ribalta pois causou controvérsia no mundo Islâmico, que o considerou uma ofensa ao profeta Maomé.
Durante muitos anos o escritor teve de viver no anonimato pois sobre ele pendia uma sentença de morte proferida pelo líder do Irão.
Em 1990 ele escreve “Haroun e o Mar de Histórias” para explicar ao seu filho por que razão tinha perdido a liberdade de expressão.
Vencedor de vários prémios literários, foi condecorado em 2007 como Cavaleiro Comandante do Império Britânico.
No Romance “ A Feiticeira de Florença”, Salman Rushdie envolve-nos com a sua literatura realista e mágica. Viajamos com um belo desconhecido para o distante reino do Imperador Akbar. Somos confrontados com dois mundos diferentes.
Mas será que são assim tão diferentes?
E afinal porque viajou este desconhecido propositadamente para o Império Mogol?
Que segredo tem ele para contar ao Imperador?
E que feiticeira é esta que dá o título ao livro?
A história leva-nos da Florença dos Médicis, onde nos encontrmos com personagens históricas reais, até ao grande império do Imperador Akbar, onde tudo parece mágico e irreal mas onde as ideias e os ideais filosóficos renascentistas e humanistas são estranhamente semelhantes e igualmente dominados pelos encantos femininos.
Espero que este livro vos desperte a vontade de viajar, se não for até a um distante reino exótico, pelo menos até Florença que está aqui tão perto e que vale a pena visitar. Todos os lugares descritos no romance ainda lá estão á nossa espera e a magia ainda se respira…

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

As Esquinas do Tempo - Rosa Lobato de Faria




Rosa Lobato de Faria nasceu em Lisboa em 1932. Actriz, poeta e romancista com vários livros publicados e traduzidos em vários países desde 1995.
Este foi o primeiro livro que li desta autora, despertou-me curiosidade a capa, o título e o reconhecimento de que nunca tinha lido nada escrito por esta alma portuguesa que me acompanhou em muitos serões televisivos enquanto crescia.
Rosa Lobato de Faria tem uma poesia na escrita que nos enamora e nos prende, li o livro numa tarde pois fiquei presa numa esquina do tempo junto com Margarida.
Margarida é uma professora de Matemática que se desloca a Vila Real para proferir uma palestra. Alojam-na num antigo solar de turismo de habitação onde é recebida carinhosamente por três senhoras. Margarida sente uma estranha familiaridade por aquele espaço e pelo retrato a óleo pendurado no seu quarto.
No dia seguinte acorda no mesmo quarto mas não na mesma época. Ela lembra-se que estava em 2008 mas acordou em 1908.
Como é possível? Ela está a ocupar o lugar da sua trisavó Margarida. E a sua trisavó? Onde estará? Em 2008 ou 1808?
Somos levados de uma época para a outra e ficamos a conhecer a história da família de Margarida, tanto no passado como no presente. As paixões e as tragédias que durante tanto tempo ficaram esquecidas e que as esquinas do tempo resolveram reavivar para percebermos que estamos interligados independentemente do tempo e do espaço.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Comer, Orar, Amar - Elizabeth Gilbert


semanas, quando sintonizava na SIC Mulher, estava sempre no ar o programa da Oprah com a mesma convidada, a falar deste livro. Comecei a desconfiar de que talvez era um sinal e resolvi comprar o livro.
Este livro está dividido em três partes, a primeira na Itália (comer), a segunda na Índia (orar) e a terceira na Indonésia, mais concretamente na ilha de Bali (amar).
Liz sente-se no fundo do poço, o seu casamento já não tem pernas para andar e o seu marido não ajuda. Ela sente que se descurou a si própria, que descurou a sua relação com o marido e a sua ligação com Deus. Resolve acabar com o casamento e entretanto conhece uma outra pessoa que a apresenta a uma guru indiana. Liz começa a aprender a meditar e a relacionar-se com o Deus que habita dentro de si..
Depois de um divórcio litigioso complicado e do rompimento com o seu novo namorado, Liz sente que está na altura de fazer algo por si, que a faça sentir bem e que a ajude na sua espiritualidade.
Parte para Itália, pois sempre desejou aprender a língua e sempre quis comer a verdadeira comida Italiana. Durante quatro meses Liz aprende Italiano, arranja novos amigos e engorda com a maravilhosa comida de Itália. A luta interior com os seus medos, culpas e sentimentos levam-na a crescer emocional e espiritualmente. Mas é quando parte para a Índia para viver durante quatro meses no ashram da sua guru que ela cresce verdadeiramente. Quatro meses a meditar e a trabalhar para ajudar no ashram fazem com que ela cresça e aprenda o seu verdadeiro valor e, acima de tudo que faça as pazes consigo própria e que se perdoe por todos os seus erros passados.
Anos antes destes acontecimentos Liz tinha estado em Bali para fazer uma reportagem, e aí conheceu um guru indonésio que viu nas palmas das suas mãos que um dia ela iria voltar para ser sua aluna. Depois de quatro meses em meditação, Liz parte para Bali para se encontrar com o seu guru mas a maior surpresa da sua viagem vai ser a paixão que vai nascer entre ela e …
Pois é, vão mesmo ter de ler o livro.
Espero sinceramente que gostem e que a experiência de Liz vos sirva de exemplo e vos ajude a encontrar mais um pouco de felicidade pois, como a autora, eu acredito que ela está dentro de nós.

sábado, 20 de setembro de 2008

O último Cabalista de Lisboa - Richard C. Zimmler

As férias foram boas?
Será que aproveitaram para pôr a leitura em dia?
Eu consegui, entre um passeio e outro, entre uma sesta e outra, ler alguns livros, de que vos falarei ao longo das próximas edições do nosso jornal.
Começo com este livro que raptei da estante dos meus pais e que repousou na minha durante uns sete anos. Quando o trouxe comecei a lê-lo mas confesso que não me entusiasmou, acho que ainda não estava preparada. Este Agosto uma amiga recomendou-mo com tanto entusiasmo que resolvi limpar-lhe o pó e dar-lhe mais uma oportunidade.
Meus amigos, vale a pena, vale mesmo a pena.
O autor baseou-se em alguns dos manuscritos encontrados durante as obras de uma casa em Istambul, Turquia.
Escritos na grafia utilizada pelos judeus da Ibéria, datam de 1507, são assinados por Berequias Zarco e relatam o massacre de Lisboa em 1506.
Berequias Zarco é o nosso herói. Cristão-novo, vive com a mãe, os irmãos e os tios na zona de Alfama, em Lisboa. Quando em 1497 os judeus foram obrigados a converter-se ou a fugir, a família de Berequias optou pela conversão sem nunca abdicarem da sua verdadeira religião que seguiam praticando às escondidas.
O Tio de Berequias era um cabalista famoso na sua comunidade, um iluminista exímio que tentava salvar todos os livros importantes que encontrava para que não se perdesse uma parte importante da cultura judaica.
Quando na manhã de 6 de Abril de 1506, Páscoa, se desencadeiam os tumultos que levaram á morte de mais de duas mil pessoas, Berequias descobre o seu tio morto na cave de sua casa. Junto a ele está também uma mulher sem roupa e morta. Mas como é possível que estas duas pessoas estejam fechadas numa cave e mortas? A porta estava trancada por dentro, por isso o assassino não pode ter saído? Será que foi suicídio? E quem é a mulher?
Berequias relata-nos na primeira pessoa tudo o que se passou nesses dias em Lisboa, ao mesmo tempo que procura resolver o mistério da morte do tio.
Além do relato verídico de um momento menos feliz da história de Portugal, também ficamos a conhecer melhor o dia-a-dia dos judeus/cristãos-novos portugueses.
Richard C. Zimmler nasceu em Nova Iorque em 1956. Formou-se em Religião comparada e trabalhou como jornalista. Em 1990 mudou-se para a cidade do Porto onde vive e ensina na Universidade.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Promise yourself to be so strong that nothing can disturb your peace of mind.
Look at the sunny side of everything and make optimism come true.
Think only of the best, work only for the best, and expect only the best.
Forgive and forget the mistakes of the past
and press on to the greater achivements of the future.
Give so much time to the improvement of yourself that you have no time to criticize other.
Live in the faith that the whole world is on your side so long as you are true to the best in you!


Christian D. Larson

segunda-feira, 21 de julho de 2008

SER COMO O RIO QUE FLUI - Paulo Coelho


São cada vez mais os livros de auto ajuda publicados.
Tentam ensinar o melhor método para se obter um sem número de coisas que pensamos precisar para encontrar a felicidade.
Confesso que sou leitora assídua de vários autores desse tipo de literatura, não sendo fanática, acho que alguns nos ajudam a mergulhar dentro de nós, a meditar na nossa vida, a descobrir a nossa essência, em quem verdadeiramente somos, como nos apresentamos aos outros e como reagimos perante a vida.
Já aqui confessei a minha paixão pelos livros de Paulo Coelho, apesar de ele não se enquadrar propriamente como autor de livros de auto ajuda, a mim ajudou-me imenso e resolvi recomendar-vos este pois está cheio de pequenos e saborosos contos, ideias e opiniões do autor que pedem para ser lidos com calma, saboreados, meditados, sentidos, um de cada vez, acompanhados pelo barulho das ondas, das árvores ou de uma música suave.
Na minha humilde opinião, ler e meditar num lugar confortável ao som da natureza ou de uma música suave é um momento sagrado que todos devíamos praticar assiduamente.
Podemos começar por meditar no título do livro: o que significa ser como um rio e fluir pela vida? (há mais de um ano que ando a meditar nisto, e no que li e já reli do livro)
Um dos contos chama-se “Gengis Kahn e o seu falcão” e é das coisas mais bonitas que li sobre a amizade “- Mesmo quando um amigo faz algo de que tu não gostas, ele continua a ser teu amigo.” Fiquei, e ainda fico perplexa com a quantidade de pensamentos e considerações que esta frase me provoca.
Não resisto a transcrever aqui um pequeno conto, para aqueles que não vão ler o livro, pelo menos tenho a esperança que leiam este conto e que meditem no assunto:


“Olhando para o jardim alheio”
«“Dai ao tolo mil inteligências, e ele não quererá senão a tua”, diz o provérbio árabe. Começamos a plantar o jardim da nossa casa e – quando olhamos para o lado – reparamos que o vizinho está ali, a espreitar. Ele é incapaz de fazer alguma coisa, mas gosta de dar palpites sobre como semeamos as nossas acções, plantamos os nossos pensamentos, regamos as nossas conquistas.
Se prestarmos atenção ao que ele está a dizer, acabaremos a trabalhar para ele, e o jardim da nossa vida será ideia do vizinho. Acabaremos por esquecer a terra cultivada com tanto suor, fertilizada por tantas bênçãos. Esqueceremos que cada centímetro de terra tem os seus mistérios, que só a mão paciente do jardineiro é capaz de decifrar. Já não prestaremos atenção ao sol, à chuva e às estações – para ficarmos apenas concentrados naquela cabeça que nos espreita por cima da cerca.
O tolo que adora dar palpites sobre o nosso jardim nunca cuida das suas plantas.»



E que tal se todos nos esforçássemos por fazer um bonito jardim da nossa vida sem nos preocuparmos com o que o vizinho faz no jardim dele?


Continuação de boas férias…

Toda a Mafalda - Quino




















Férias, praia, campo, passear…
Durante as férias temos uma óptima oportunidade para pôr a leitura em dia.
Não custa nada levar um livrinho connosco e, naqueles momentos de “dolce fare niente” aproveitar para desfolhar umas páginas e viajar pelo mundo sem sair do lugar.
Se não tiveram tempo, de ler alguns dos livros que foram aqui sugeridos, não deixem escapar estes dias de férias e entre um mergulho e um passeio de certeza que se vão render ás aventuras propostas.

Este mês recomendo um livro diferente mas que considero obrigatório.
De fácil leitura, de certeza que vai proporcionar momentos de boa disposição.
Pode ser lido página a página mas aposto que quando começarem vai ser de uma assentada.
Duvido que nunca tenham ouvido falar da pequena Mafalda, nascida pela mão do argentino Quino na década de 60 do século passado que, apesar de ter quase 50 anos, continua jovem e perspicaz nas observações e críticas que faz da sociedade.
Cada vez que se lê ou relê uma das suas tiras, somos surpreendidos pela actualidade dos seus comentários e principalmente pela forma simples e inocente com que os faz.

Se nunca leram a Mafalda de certeza que se vão apaixonar perdidamente por esta pequena contestatária e pelos seus amiguinhos.
Como se costuma dizer “uma imagem vale mais do que mil palavras” e, se este não é bem o caso, pois aliadas ás imagens temos palavras, o traço de Quino continua actual e preciso, encaixando em todas as épocas e sociedades.
Boas férias…

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Fernando Pessoa 120 Anos (1888 - 2008)

"Posso ter defeitos,
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas,
não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e periodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um Oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.
Pedras no caminho?

Guardo todas,
um dia vou construir um castelo..."


Fernando Pessoa

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Deepak Chopra feat. Demi Moore - Desire

Banida - Jasvinder Sanghera


Muitas podem ser as razões que nos levam a comprar um livro: alguém nos aconselhou; lemos ou ouvimos falar dele; procuramos um livro de determinado assunto; temos de o comprar devido aos estudos; etc. etc. etc.
Eu comprei este pelas cores da capa. A primeira atracção foi pelas cores, só depois procurei o assunto.
Pelo título percebi tratar-se de um assunto que me interessa, a discriminação, em pleno século XXI, da mulher.
Como é possível que se continue a discriminar um ser humano pelo simples facto de ser mulher?!
Não interessa que tipo de pessoa é, o que faz ou o que sente, é simplesmente mulher e por isso é discriminada.
Como é possível que seres humanos discriminem outros seres humanos sem se lembrarem que, (sem contar com milhares de outras razões igualmente pertinentes), vieram ao mundo porque esses seres humanos que discriminam os geraram e os amaram incondicionalmente mesmo antes de saberem que género de ser humano ia nascer e em que tipo de ser humano se iria tornar.
A autora deste livro conta-nos como foi banida da sua família pelo simples facto de não aceitar o casamento que lhe arranjaram pois queria muito estudar e realizar coisas que estavam banidas ás mulheres da sua etnia.
Jaasvinder nasceu em Inglaterra, filha de pais indianos. Vivia feliz, tentando conciliar os hábitos e costumes da cultura indiana com os hábitos e costumes dos seus amigos e vizinhos ingleses.
Por volta dos 14 anos a Mãe mostra-lhe uma fotografia de um homem mais velho e anuncia que em breve ela partirá para a Alemanha para se casar com um Indiano mais velho.
Jaasvinder vê-se obrigada a fugir, a esconder-se e a trabalhar. Foi banida pela família e pela comunidade. Os pais deixaram de lhe falar e as irmãs nem um olhar com ela trocavam. Nem o suicídio de uma das irmãs, que era constantemente maltratada pelo marido e que por diversas vezes pediu ajuda aos pais, os fez perdoarem-lhe a ousadia que ela teve de escolher o que pensava ser melhor para ela.
Jaasvinder apercebe-se que as mulheres da sua comunidade são muito maltratadas e que não conseguem pedir ajuda pois a maior parte não fala nem entende a língua inglesa.
Estudou ao mesmo tempo que trabalhava, casou duas vezes, teve três filhos e conseguiu licenciar-se aos 29 anos. Fundou o “Karma Nirvana”, uma fundação que, além de um abrigo para mulheres asiáticas, também ajuda na divulgação dos direitos das mulheres, vítimas de casamentos forçados, violência doméstica e crimes de honra.
Jaasvinder Sanghera foi agraciada com vários prémios de índole social e humanitária pela sua luta pelos direitos humanos das mulheres asiáticas em Inglaterra.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Qualquer coisa de Bom - Sveva Casati Modignani


Sveva Casati Modignani nasceu em Milão, e é uma das escritoras Italianas mais vendidas em todo o mundo.
Volta e meia gosto de ler um dos seus romances pois a sua maneira simples, divertida e sentimental de contar histórias leva-me a um mundo onde tudo é mais doce.
Identificamo-nos automaticamente com a sua escrita, (se há povo, na minha humilde opinião de viajante, quase igual a nós, portugueses, esse povo é o italiano) cheia de emoções ardentes, com pormenores q. b. e com descrições capazes de nos transportarem automaticamente para junto das personagens.
Para quem nunca leu nenhuma obra desta autora aconselho vivamente a começarem com “Baunilha e Chocolate” pois assim não vão ter hipótese e vão render-se automaticamente e sem hipótese de luta.
Em “Qualquer coisa de bom” somos presenteados com a vida de Ludovica Magnasco, porteira de um prédio numa rua de Milão. Lula, como é tratada carinhosamente pelos amigos, já passou por uma série de adversidades apesar de ainda ser jovem. Há um segredo que a mãe nunca lhe contou e que a deixa intrigada.
Lula passa os dias a cuidar do prédio e a relacionar-se com os vizinhos. Gosta imenso de cozinhar e costuma receber na sua modesta habitação uma das inquilinas, a Senhora Alessandra Pluda Cavalli, que procura a sua companhia para conversar e desabafar.
Franco Cavalli e os seus três filhos ficam em choque com a morte inesperada da Senhora Alessandra, mas o choque é ainda maior quando descobrem que a maior fatia da fortuna ficou para a porteira. Lula não entende porque é que foi ela a herdeira e vai ter que lutar para perceber qual a ligação entre o segredo guardado pela mãe e a herança tão despropositada que recebeu.
Ludovica sente que o dinheiro só tem significado quando usado não só para proveito próprio mas principalmente para se ser útil a quem precisa. Apesar de o destino ainda lhe pregar muitas partidas, principalmente sentimentais, mas como o dinheiro só muda quem não tem carácter, Lula mantém-se sempre fiel a si mesma e no fim é presenteada com o verdadeiro amor de Guido Montini, e juntos vão fazer “Qualquer coisa de bom”……

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Os Segredos do Pai-Nosso - Augusto Cury


“A maior aventura de um ser humano é viajar,

E a maior viagem que alguém pode empreender

É para dentro de si mesmo.

E o modo mais emocionante de realizá-la é ler um livro,

Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros,

Mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas

E descobrir o que as palavras não disseram...”



O Dr. Augusto Cury nasceu em 1958, no Brasil.
Formado em Psiquiatria, é também psicoterapeuta, cientista e escritor.
Os seus livros são sempre best-sellers, é um dos autores brasileiros de maior sucesso e um fenómeno editorial. Desenvolveu uma perspectiva inovadora sobre o funcionamento da nossa mente e da forma como o ser humano constrói o pensamento e aborda as suas emoções.
Formador do Instituto “Academia de Inteligência”, ajuda a abrir novos horizontes, a educar as nossas emoções e a melhorar a nossa qualidade de vida.

Quem Somos?
De onde vimos?
Para onde vamos?
Deus existe?
Porque rezamos?
O que é a Fé?


Cada vez mais se levantam este tipo de perguntas. Não existe limite para aquilo que pensamos e questionamos.
A questão da Fé e a existência de Deus são assuntos que nos apaixonam e que leva a guerras e a ódios milenares.
Assistimos a uma era em que o ser humano procura incansavelmente respostas e neste livro Augusto Cury tenta ajudar-nos a encontrarmos explicações para a maior questão de todas: a razão da nossa existência.
Porque é que fomos criados? Porque é que Deus nos criou e nos deu uma alma?
Através de uma perspectiva psicológica, sociológica e principalmente filosófica o autor descodifica a oração mais importante que nos foi ensinada por Jesus: O Pai-Nosso.
Ao mesmo tempo que os versos são analisados o autor debruça-se sobre as ideias e os ideais de grandes pensadores como Nietzsche, Freud, Diderot e Voltaire proporcionando-nos um verdadeiro manancial de filosofia sem no entanto ser maçador.
Fala-nos de todas as religiões, sem compará-las mas, mostrando as diferentes e iguais perspectivas de cada uma.Demonstra-nos como o estudo das palavras pode ajudar a entender a necessidade humana de entender algo que transcende as suas limitações: a criação.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Shantaram - Gregory David Roberts



Depois de ler um livro com quase 900 páginas, sinto-me sem palavras para descrever tudo o que este livro me ensinou e me fez sentir.
Uma epopeia de aventuras e desventuras baseadas na própria vida do autor, este romance é sem dúvida uma obra-prima.
Humanamente é uma lição de vida. Espiritualmente é grandioso na sua busca de Deus.
Fugindo da prisão, “Lin” aterra na cidade de Bombaim, mais do que uma descrição da sua nova vida num país completamente diferente da sua Nova Zelândia natal, ele coloca-nos no meio da cidade, dos bairros de lata, dos mercados, dos restaurantes, dos cheiros, das cores, das multinacionalidades que fazem de Bombaim a cidade mais cosmopolita e fervilhante do mundo.
Durante uma visita à aldeia natal de Prabaker, o seu guia e grande amigo, “Lin” recebe o seu bom nome “Shantaram” (homem de paz ou homem da paz de Deus).
Prabaker torna-se no seu professor, mostra-lhe a verdadeira cidade, a cidade obscura dos drogados, traficantes, contrabandista e falsários. “Lin” vai viver para um dos bairros de lata e, sem querer, acaba por se tornar o médico de serviço, pois os seus vizinhos não têm posses para recorrer aos verdadeiros médicos e hospitais. Ele é aceite por todos como um igual, compartilha das suas misérias e alegrias. Mostra-nos como é possível sermos felizes e amarmos, mesmo quando só possuímos a roupa que trazemos vestida e quando não sabemos se amanhã teremos o que comer.
“Lin” apaixona-se por Karla, uma estrangeira que adoptou a cidade como sua. Por causa dela vai ser preso, torturado e humilhado numa das piores prisões da Índia, onde a população prisional ultrapassa grandemente a prevista e onde se tem de lutar, não só com os outros presos mas também com os bichos, para sobreviver.
Libertado por amigos, que conseguem pagar para ele não ser deportado, tenta descobrir a razão da sua prisão.
Começa a trabalhar para um senhor da máfia indiana que controla todo o mercado negro, o tráfico de drogas, o tráfico de documentos ilegais, de câmbios, de ouro e de prostitutas. Sente que não é bem isso que quer mas também não sabe o que procura.
Sem saber muito bem como vê-se no Afeganistão, no meio da Guerra dos Mujaheddin contra as tropas soviéticas.
E mais não conto…

“Uma obra-prima de intimidade, reflexão e entretenimento, com toda a força e ritmo de um bom thriller.” – Daily Telegraph

“Uma saga admirável e gigantesca.” – London Daily Mail

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

O Sétimo Selo - José Rodrigues dos Santos


Não é a primeira vez que vos aconselho um livro deste autor, espero que não seja a última, mas decididamente rendi-me a este escritor luso que me faz sentir uma aventureira quando passeio pelas páginas dos seus livros.

Neste romance é evidente, uma vez mais, toda a pesquisa científica que sustenta, com verdades inquestionáveis, a trama vivida pelo nosso herói.

Tomás de Noronha é contactado pela Interpol, depois do assassinato de dois cientistas, para decifrar um dos segredos bíblicos mais enigmáticos, que foi deixado ao lado dos cadáveres: 666

Qual será o verdadeiro significado deste número?
Será que é o fim ou o início?
O apocalipse ou o despertar de uma nova consciência?

Mais uma vez embarcamos numa aventura á volta do mundo que começa na Antártida, passa pela Sibéria e termina na Austrália, passando sempre por Portugal.

Os problemas climáticos dos nossos dias, as dificuldades energéticas e o verdadeiro poder do império do petróleo são aqui explicados de uma forma simples e verdadeira que nos faz pensar no futuro do nosso planeta.

Será que estamos a assistir ao início do apocalipse ou será esta a última oportunidade para mudarmos as nossas mentalidades e os nossos comportamentos?

Já não temos muito mais tempo…

José Rodrigues dos Santos nasceu em Moçambique, começou no jornalismo na rádio Macau, tendo ainda trabalhado na BBC e colaborado na CNN.
Doutorou-se em Ciências da Comunicação, é professor da Universidade Nova de Lisboa e jornalista da RTP.
È um dos mais premiados jornalistas Portugueses.
Um dos seus romances vai ser adaptado para filme por Hollywood.
Este é o seu quinto romance, antecedido por A Ilha das Trevas (edição Gradiva 2007), A Fórmula de Deus (2006), O Codex 632 (2005) e A Filha do Capitão (2004).

Todos eles de leitura obrigatória.

Boas Leituras!

Cisnes Selvagens - Jung Chang



No meu aniversário ofereceram-me este livro, eu já o tinha lido em Março de 1996 e resolvi falar-vos dele pois deve ser um dos melhores livros que eu já li e, apesar de já terem passado mais de 11 anos da sua leitura, a história continua muito viva na minha memória e ajudou-me a compreender um pouco melhor um povo do qual eu sabia pouco e que me surpreendeu pela sua cultura tão rica mas que se perdeu um pouco devido ao Maoísmo.

Jung Chang escreveu um livro maravilhoso, histórico.
Quase nos custa a acreditar que esta história seja verdadeira, mas é.
A autora conta-nos a vida da sua avó, da sua mãe e dela própria, ao longo de vários anos, o que nos leva a conhecer também a história do próprio país e a percebermos melhor todo o processo revolucionário (ou castrador) pelo qual os chineses passaram até aos dias de hoje.

Quando a avó de Jung Chang nasceu, os seus pés foram ligados, um ritual antigo chinês para que os pés das mulheres não crescessem, pois as mulheres deviam ter os pés o mais pequeno possível. Era um sinal de beleza.
Aos 15 anos tornou-se concubina de um General e aos 22 anos nasce a mãe da autora, dois anos depois morre o seu protector e a vida das duas muda radicalmente. São obrigadas a mudar de região e a começar uma nova vida num lugar onde não são conhecidas e apontadas como familiares de um imperialista.
Desde a fundação do Kuomintang, á ocupação de território pelos Japoneses e pelos russos, á guerra civil, á guerra com a Coreia até á subida de Deng Xiaoping ao poder, tudo nos é relatado de forma simples mas documentada.
Ficamos a conhecer a castração cultural imposta pelo culto de Mao, toda a repressão e tortura imposta ao povo e também como é possível sobreviver e viver debaixo de um regime que luta contra o amor.
Aconselho vivamente a quem gostar de história e se interessar por outras culturas a ver o filme “O Último Imperador” de Bernardo Bertolucci, onde se tem uma visão de muitos dos acontecimentos descritos por Jung Chang e onde nos é relatada a vida do último imperador da China que acabou os seus dias como um simples Jardineiro.

Espero sinceramente que gostem tanto do livro e do filme como eu.

Boas Festas

Harry Potter e os Talismãs da Morte


Este mês é lançado em Portugal (dia 16 de Novembro) a versão portuguesa do último livro da série Harry Potter.
Eu, como fã incondicional, não consegui esperar, li a versão original e só posso dizer FANTÁSTICO!!
Apesar de terem sido editados como livros para a infância/juventude eu penso que podem e devem ser lidos por todos. Os livros estão cheios de fantasia e de personagens fascinantes que nos obrigam a acordar a nossa imaginação e o nosso lado mais infantil que vai adormecendo á medida que nós vamos crescendo.
Para se entender este livro é obrigatório ler os outros seis da mesma série pois sem isso podemos ficar perdidos na história:
Harry Potter e a Pedra Filosofal
Harry Potter e a Câmara dos Segredos
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
Harry Potter e o Cálice de Fogo
Harry Potter e a Ordem da Fénix
Harry Potter e o Príncipe Misterioso

Harry é um órfão que vive com os tios e o primo mas que nunca se sentiu membro da família, pois nunca foi tratado como tal.
Certo dia começam a “chover” cartas trazidas por corujas convidando Harry a ingressar na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts. Harry nunca tinha ouvido falar de tal escola e estranha o facto de os Tios ficarem tão nervosos com o convite e por se tentarem esconder. No dia do seu aniversário um ser enorme, chamado Hagrid, entra pelo esconderijo dentro e explica a Harry que o veio buscar para o levar para a Escola e que os pais dele eram feiticeiros e que também frequentaram Hogwarts, onde se conheceram e apaixonaram. Hagrid conta-lhe como os pais morreram ao lutarem para o defender do ataque de Lord Voldemort, ataque que lhe deixou uma cicatriz em forma de relâmpago na testa.
Hagrid apresenta a Harry o maravilhoso mundo dos feiticeiros e ajuda-o a comprar tudo o que necessita para a sua nova vida em Hogwarts.
Na escola Harry vai viver inúmeras aventuras que o vão ajudando a perceber as suas origens e tudo o que levou á morte dos pais. Ao longo dos sete livros vamos acompanhando o desenvolvimento físico e psicológico das personagens e vamos percebendo as motivações de Lord Voldemort e a sua fixação em Harry.

J. K. Rowling consegue cativar-nos ao longo dos sete livros. Todos têm enredos envolventes, mágicos e surpreendentes. As personagens são riquíssimas e a interacção do mundo mágico com o mundo normal é por vezes hilariante. Claro que um herói tem sempre amigos fiéis e Harry tem dois que estão sempre prontos para o acompanhar Ron Weasley e Hermione Granger.
Eu podia escrever um livro só para vos tentar contar minimamente a fascinação que tenho pelo mundo de Harry Potter, quem não tiver paciência para ler, veja pelo menos os 4 filmes já disponíveis que, apesar de ficarem aquém dos livros (era impossível por tudo num filme) não deixam de nos envolver e de nos mostrar o desenvolvimento da história.

A ex-professora Joanne Rowling nasceu a 31 de julho de 1965 em Inglaterra, e ficou conhecida como J. K. Rowling ao escrever um dos maiores sucessos literários de sempre “Harry Potter”.
Os livros já foram traduzidos para sessenta e quatro línguas e, já venderam mais de 325 milhões de cópias no mundo inteiro. Quatro títulos já foram adaptados para filme e os outros três já estão a ser preparados.
Também se fizeram jogos de computador, roupa, livros a explicar os livros, brinquedos, etc..

Acredito que poucos ainda não ouviram falar de Harry Potter, mas se for o seu caso arrisque e leia o primeiro título, de certeza que só vai para depois de ler o último e, mesmo assim pode sempre relê-los.